A ejaculação precoce é a disfunção sexual masculina mais frequente, com uma estimativa de acometimento de 20 a 30% dos homens em algum momento da vida. Foi realizada uma busca no Pubmed, do ano 2000 até os dias atuais, com a finalidade de revisar publicações relacionadas ao manejo e ao tratamento da ejaculação precoce. Terapias comportamentais foram a base do manejo da ejaculação precoce por muitos anos, embora as evidências de sua eficácia a curto prazo sejam limitadas. Terapias de uso tópico agem por meio de dessensibilização do pênis, mas não alteram a sensação da ejaculação. Os inibidores seletivos da recaptação da serotonina são utilizados para depressão e, em geral, também para tratar ejaculação precoce, com base na observação de que o retardo na ejaculação é um efeito colateral frequente dessa classe de drogas.
A dapoxetina é um inibidor seletivo da receptação da serotonina de curta ação, que foi formulado para tratar a ejaculação precoce, e seus resultados parecem muito promissores.
Descritores: Ejaculação; Coito; Disfunção erétil; comportamento sexual; Educação sexual; Inibidores de captação de serotonina A ejaculação precoce (EP) é a disfunção sexual masculina mais frequente, estimando-se que acometa 20 a 30% dos homens em algum momento da vida(1).
Historicamente, as tentativas de explicar a etiologia da EP incluíram diversas teorias biológicas e psicológicas. A maioria das etiologias propostas não são baseadas em evidência, sendo especulativas, na melhor das hipóteses. As teorias psicológicas incluem o efeito de experiência precoce e do condicionamento sexual, ansiedade, técnica sexual, frequência de atividade sexual e explicações psicodinâmicas. As explicações biológicas incluem teorias evolucionistas, hipersensibilidade do pênis, níveis de neurotransmissores centrais e sensibilidade de receptores, grau de excitação, velocidade do reflexo ejaculatório e nível de hormônios sexuais. Há pouca evidência empírica para sugerir um nexo causal entre a EP e quaisquer dos fatores propostos como sua causa(2).
MÉTODOS – Foi realizada uma busca no Pubmed, do ano 2000 até os dias atuais, com a finalidade de selecionar publicações relacionadas ao manejo e ao tratamento da EP. Foram incluídas publicações que descrevessem o impacto da EP sobre o homem, sobre a parceira ou sobre o relacionamento, ou que relatassem o impacto da disfunção sexual masculina e incluíssem a EP na análise. Usaram-se referências antigas nos casos de relevância.
Diagnóstico
Ao fazer um diagnóstico, os médicos devem também levar em consideração a frequência dos episódios
de EP e o período de tempo em que ela tem sido um problema(5). Essa informação irá ajudar a determinar se a EP é generalizada ou situacional, se é permanente (EP primária: desde o início da atividade sexual) ou adquirida (EP secundária: desenvolvida após um período de tempo sem EP). Homens com EP, seja ela primária ou adquirida, geralmente relatam pouca ou nenhuma sensação de controle sobre a ejaculação, baixa satisfação na relação sexual e mais angústia/dificuldades interpessoais, em comparação com homens sem EP, além de menor tempo médio de latência na maioria dos episódios de relação sexual(6). Isso sugere que um diagnóstico completo da EP deva incluir uma avaliação do controle, do tempo de latência, da angústia e/ou das dificuldades resultantes da EP e satisfação sexual


Leave feedback about this